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opleito assy he seme touerdes amor et lealdade gran mesura faredes. Et aueredes ende grado segundo amja ualýa. Et desoy mays pōerme quero eu auosso talent.»> Pero quando elena aquesto dezia nonsse podia sofrer de chorar.

Aus der Historia dos cavalleiros da mesa redonda e da demanda de Santo Graall

as wichtigste Denkmal des Ritterromans in Portugal, anscheinend der dritte Teil eines Grals-Zyklus, aber unvollständig, geht auf die fälschlich dem Robert de Boron zugeschriebene französische Queste du S. Graal zurück, jedoch entfernt sich der portugiesische unbekannte Bearbeiter oft von seiner Vorlage. Etwa das erste Drittel des Werkes wurde von K. v. Reinhardstoettner veröffentlicht.

Literatur. C. Michaëlis de Vasconcelos in Grundriß der roman. Philologie II, 2, S. 213ff.; O. Klob, Beiträge zur spanischen und portugiesischen Gral-Literatur (Zeitschrift für Roman. Philologie XXVI, S. 169ff.).

[Text nach K. v. Reinhardstoettner, A Historia dos cavalleiros da mesa redonda e da demanda do Santo Graall. 1. Bd. Berlin, 1887. a: S. 16; b: S. 74.]

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a.

Como os da messa redonda ouuirom da graça do santo graall Grande foe a lidiçe e o prazer, que os caualleiros da tauolla redonda ouuerom aquelle dia, quando se ujrom todos de com suum. E sabede, que, depois que a tauolla redonda foe começada, que nunca todos asi forom assunados; mas aquelle dia sem falha aueo, que forom hi todos, mas depois nunca hi er forrom. Contra a noite depois de uesperas, quando se asentarom aas mesas, ouujrom uyr hữu toruam, tam grande e tam span10 tosso, que lhes semelhou, que todo o paaço caya. E logo depois que o toruam deu, entrou huua tam grande claridade, que fez o paaço dous tanto mais claro, ca era ante. E quantos no paaço syam, logo todos forom conpridos da graça do spiritu santo, e começarom sacatar huus aos outros, e uiromse muj mais fremossos muj gram peça, que soyam a seer, e marauilharomse ende mujto desto que aueo, e nom ouue hi tal que podesse fallar por 15 hua gram peça; ante syan callados e catauamse hũus aos outros. E elles asi seendo entrou no paaço o santo graal cuberto de huu eixamete branco; mas nom ouue hi tal que ujse, que sino tragia. E tanto que entrou hi, foy o paaço todo conprido de bõo odor, como se todallas specias do mundo hi fossem. E elle foe por meo do paaço de hua parte e da outra e arredor das messas. E por hu pasaua logo, todallas mesas eram compridas de tal manjar, 20 qual em seu coraçom desejaua cada huu. E depois ouue cada huu o que ouue mester a seu prazer. Sayuse o santo graal do paaço que nenhuu nom ssoube, que fora delle, nem por qual porta sayra. E os, que ante nom podiam fallar, fallarom entam. E derom graças a noso Senhor, que lhes fazia tam grande honrra, e que os asi confortara e auondara da graça do santo uasso. Mas sobre todos aquelles que ledos eram, mais o era rey Artur, 25 porque mayor mercçe lhe mostrara nosso senhor que a nenhuu rey, que ante rreinase em Logres. Desto forom maraujlhados quantos hi eram; ca bem lhes semelhou, que se lenbrara deos delles, e fallarom hi mujto. E el rei dise aos, que cabo delle syam: «Certas, amigos, mujto deujamos a seer ledos, que deos nos mostrou tam gram signal damor, que em tam bōoa festa, come oje de pinticoste, nos deu a comer do seu santo celleiro.>>>

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Como Galuam começou a gram demanda do santo graall Gualuam, que seruja ante el rei, dise: «Senhor, ajnda hi al ha, que uos nom cujdades; sabede, que nom ha caualeyro no paaço que nom ouuesse de comer, quanto pensou cada huu em seu coraçom. E esto nunca ouue em nenhua corte, senam em casa del rei

Pelles; mas de tanto fomos enguanados, que o nom ujmos senam cuberto. Porque, quanto em mjm he, prometo ora a deos e a toda cauallaria, que de ma[a]nhãa, se mo deos qujser atender, entrarei na demanda do santo graal, asi que a manterrei hữu anne e huu dia e pella uentura mais. E ajnda mais digo, que ja mais nom tornarey aa corte por causa que auenha mas mjlhor e mais a meu prazer uejo, que ora uj; mas, senam poder seer, tornarey me entam.>>

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Como os da messa redonda começarom a demanda do santo graall Quando os caualleiros da tauolla redonda ouujrom, que aquelle era Galuam, e ujrom o que dise, foranse ataa que por comerom; mas tanto que as messas foram leuantadas, foram todos ante el rei e fezerom aquella promessa, que fezera Galuam, e 10 disserom, que ja mais nom quedariam dandar ataaque ujssen a tal messa e tam saborosos manjares e atam gujsados, como eram aquelles, que elles aquel dia comerom, se era cousa, que lhes outorgada fosse por afam e por trabalho, que sofrer podesem.

b.

Como a filha del rey Brutos começou amar Galaaz

Aquel castello auja nome Brut e era bem asentado, se ouuesse abastamento 15 daguoa. E o Senhor daquel castello era rei e auja nome Brutos por amor daquel que o poborara primeiro. E ssabede que o senhorio daquelle castello se stendia a todas partes hua jornada. Aquel Brutos que entam reignaua, era huu dos boos caualeyros do mundo e muj rrico aa maraujlha e auja mujto conquerido por sua caualleria e auja hua filha de XV annos que era a mais fremossa donzella do rregno de Logres. A aquella sezom que os 20 caualeiros ujerom, staua el rei acostado a hũa freesta em seu paaço. E quando os vio assi armados vyr e sem conpanha conhoçeo que eram caualeiros andantes e foy muj alegre com elles, ca mujto amara sempre caualaria e aquelles que se trabalhauam della. Entam The enviou dizer por dous caualeiros que viessem com elle pousar, ca nom queria que pousasem com outrem. Quando Gallaaz e Boorz ouujrom seu mandado, teuerom que era 25 ensjnado a bõoa barba e guardeceromlho mujto e foramsse com os caualeiros. E depois que foram dentro e fforam desarmados, El rei fezeos asentar apar de ssi e fez lhes mujta honrra e começoulhes a perguntar das suas fazendas. E elles lhe disserom ja que dalguas cousas. E a filha del rei Brutos que era muj fremossa cousa, catou muj gram peça Gallaaz e semelhoulhe tam fremoso e tam bem talhado que o amou de coraçom, que nunca amou cousa do mundo tanto que nom partia del os olhos. E quanto o mais cataua, mais se pagaua del, e o mais amaua.

Como a ama perguntou aa donzella, porque choraua

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Assi amou a donzella Gallaaz; pero nunca oujra nem soubera que cousa era amor e cataua Gallaaz e prezauao tanto em seu coraçom mais que todallas cousas e que nunca 35 molher home prezou e por esso lhe semelhaua que se o nom ouuesse a sua uontade que morreria. E por esto o cujdaua ella acabar muj ligeiramente; ca ho caualeyro era muj mançebo e muj fremosso. E ella cujdaua que de graado se outorgaria em tal coussa, e porque ella era das fremosas molheres do regno de Logres. E esto a confortaua que era elle caualleiro mançebo e por aquesto ho cujdaria acabar mais toste seu desejo; mas era em seu corazom tam triste que se fezesse algũa jnfynta que o querria amar que lhe seria a mal theudo, se lho soubessem. Esse allgŭa cousa nom fezesse, como ouuesse aquello que desejaua que o nom poderia sofrer. Esto cujdou a donzella, em quanto seu padre

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sya fallando com os caualeyros. E depois que cujdou tanto que nom pode mais, foysse para camara e leixousse cair em seu leito e começou a fazer tam gram doo, como se teuesse seu padre morto ante ssi. Pero nom daua uozes, mas choraua tam de coraçom que maraujlha era. E ella asi fazendo seu doo, entrou sua ama que era dona de gram 5 gujssa que a criara de pequeno e amaua tanto, como se ffose sua filha. E quando ella ujo a donzella tam de coraçom chorar, maraujlhouse que era. E dise: «Ay, Senhora, que auedes? Fez uos alguem alguu pessar? Dizede, mjnha Senhora, porque chorades? E eu uos porrei hi allguu conselho; ca ja mais nom serrey leda, em mentre uos fordes triste.>> E a donzella nom lhe quis dizer, porque choraua. E ella começou a a confortar e diselhe em todallas gujsas: «Dizedeme que auedes e donde uos vem este pessar.» E a donzella calouse e leixou ja quanto seu dito. E diselhe ama: «Se me nom dizedes o que auedes, eu ho direy a uosso padre, pero sera mjlhor que mo digades; ca se coussa he de cobrir, nom ajades medo que uos eu descobra nunca.»>

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D.

6. Lyrik D. DENIS

DENIS (1261-1325) gelangte 1279 zur Regierung. Er hatte eine sorgfältige Erziehung genossen und machte sich in hohem Maße verdient um sein Land, indem er Ackerbau, Handel, Schiffahrt und Schiffsbau förderte, Verwaltung und Rechtspflege besserte und die Universität gründete (1290). Sein Hof wurde eine Hochburg der Dichtkunst und Wissenschaften. Als Dichter ist er der hervorragendste Vertreter des Minnesangs in portugiesischer Sprache. Die erhaltenen 138 Lieder handeln fast alle von Liebesleid und Liebeslust, zum Teil nach,,Provenzalenart" in höfischer Form, zum Teil als erzählende Pastourellen, Zwiegespräche oder Frauenlieder (cantares de amigo); von den letzteren sind 10 volkstümlich in Parallelstrophen gehalten.

Ausgaben: C. Lopes de Moura, Cancioneiro d'El Rei D. Diniz, Pariz, 1847; H. R. Lang, Cancioneiro d'El Rei Dom Denis, Halle, 1892 (2. Aufl.: Das Liederbuch des Königs Denis von Portugal, Halle, 1894).

Literatur: J. M. da Costa e Silva, Ensaio 1, S. 51ff.; F. Soteiro dos Reis, Curso I, S. 87ff.; E. Baret, Les Troubadours, 1867, S. 196 ff.; C. Michaëlis de Vasconcelos, Zum Liederbuch des Königs Denis von Portugal (Zeitschr. f. roman. Phil. XIX, S. 513ff.); C. Michaëlis de Vasconcelos, Cancioneiro da Ajuda, Halle, 1904, II, S. 112ff.; A. Gassner, Die Sprache des Königs Denis von Portugal (Romanische Forschungen XX, S. 560ff. und 604ft., XXII, S. 399ff.).

[Text nach H. R. Lang, Das Liederbuch des Königs Denis von Portugal. Halle, 1894. a-c: (cantigas de amor): Nr. 30, 36, 47; d (erzählende Pastourelle): Nr. 70; e-f (cantigas de amigo, e in Form des Zwiegesprächs, beide in den volkstümlichen Parallelstrophen): Nr. 91 u. 92.]

a.

O que vos nunca cuidei a dizer, com gram coita, senhor, vo-lo direi, porque me vejo ja por vós morrer; ca sabedes que nunca vos falei de como me matava voss' amor: ca sabedes bem que d'outra senhor 20 que eu nom avia pavor nem ei.

E tod[o] aquesto mi fez fazer o mui gram medo que eu de vós ei, e desi por vos dar a entender

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«De que morredes, filha, a do corpo velido?» <<Madre, moiro d'amores que mi deu meu amigo.>> Alva e vai liero.

«De que morredes, filha, a do corpo louçano?» «Madre, moiro d'amores que me deu meu amado.»> Alva e vai liero.

«Madre, moiro d'amores que mi deu meu amigo, >>quando vej' esta cinta que por seu amor cingo. Alva e vai liero.

>>Madre, moiro d'amores que mi deu meu amado, »quando vej' esta cinta que por seu amor trago. Alva e vai liero.

» Quando vej' esta cinta que por seu amor cingo, »e me nembra, fremosa, como falou commigo. Alva e vai liero.

» Quando vej' esta cinta que por seu amor trago, »e me nembra, fremosa, como falamos ambos.>> Alva e vai liero.

f.

«Ai flores, ai flores do verde pinho,
>>se sabedes novas do meu amigo!
Ai Deus, e u é?

»>Ai flores, ai f(o)lores do verde ramo,
>>se sabedes novas do meu amado!
Ai Deus, e u é?

>> Se sabedes novas do meu amigo, >>aquel que mentiu do que pos commigo! Ai Deus, e u é?

>>Se sabedes novas do meu amado, 45 »aquel que mentiu de que mh a jurado!» Ai Deus, e u é?

«Vós perguntades pelo voss' amigo: »e eu bem vos digo que é sã' e vivo. Ai Deus, e u é?

»Vós perguntades pelo voss' amado: »e eu bem vos digo que é viv' e são. Ai Deus, e u é?

»E eu bem vos digo que é sã' e vivo, »e será vosc' ant' o prazo saido.

Ai Deus, e u é?

>>E eu bem vos digo que é viv' e são, »e será vosc' ant' o prazo passado.>>

Ai Deus, e u é?

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